Artes impróprias... Que se abraçam a tudo e a todos aqueles que se querem fazer maiores... Nos buracos da vida... Viela escondida... Começam e acabam... Ao acaso e sem pressa... Sem lamento e sem consideração... Sem santos que valham... No chão que se pisa... As vozes ralham... Em coro com a brisa...
Onde fica o que se escreve... Para quem é o que se diz... Quem será que nos ouve... Será que temos quem nos ouça... E o que queremos alguém sabe e me diz...
Uma rosa endiabrada brada hoje e amanhã… Sem destino e sem mais nada chora triste a sua irmã…
Com vontade, mas sem meio… Para chegar ao fim da coisa… Reza a história desnorteada… Que deixou descoberto um seio…
Era riso ou poesia… verso em prosa bem do fundo… Talvez a puta da magia… Tome conta deste mundo…
1-11-07
Coração distante que acalenta um olhar afastado... Ausência pertinente que evoca altruísmo... Num afago descontraído que parece querer saber de nós... Por tão pouco que seja... Tão bem que sabe... Em acções de entremeados contactos... Onde vagabundos de vícios absorvem e acolhem saber... Vivendo e sobrevivendo à custa de perguntas e dúvidas... Daquelas que todos têm... Aguentando fitas... Resistindo a rumores... Abraça o dia a dia com força e com paixão...
Resististe à vontade de terceiros... Desobedeceste à normal conduta de pensar e de agir... Desrespeitaste... Ousaste ser maior... Numa aventura que te desconsiderou... Contingências do acaso... Alguém que amou e que sofreu... Contas que terias que amortizar... Juro que ainda hoje pagas... Regresso que ainda tarda em ser... Jamais o será...
Palavras mudas que nascem de um corpo estranho para outro... Orientações que perduram... Desabafos que saem... Mostras de insucesso que brotam num planeta que parece ter dono... Preocupações que me tiram o sono... Esperanças e sonhos que abomino... Não fosse este o meu mundo... Não fosse este o meu caminho...
Navegante dos mares profundos… Entendido na arte do amor… Caminhante… Descobridor de mundos… Versado nos achamentos que de outro tempo esqueceram o fulgor…
2009
Encanto nas ruas e nos olhares... Liberdade de espirito... Paz nos corações... Andamento receoso que afinca a voz... Malícia ternurenta que nos enquadra de facto na quadra...
Dez 2008
Brisa húmida que atordoa corpos carentes de energia... Que perante a derrocada abraçam doidos e à toa... Almas perdidas na manhã fria...
Novembro 2008
Insustentàvel presença que dissolve todo o olhar que é diferente... Alma benévola e sã... Transparência sapiente que nos envolve e transforma... Posto que arrepia... Para lá do que é sério e normal... Carência vulgar que alimenta e atordoa... Nascimento que surge e sugere... Morte que acontece e perdoa... Força que não esmorece e ecoa... Transtorno aparente que não engana mas cresce... Nas histórias agitadas das gentes tranquilas que caminham dormentes...
Longos são os olhares atormentantes que se dobram para lá dos outros... Maiores são as ausências que ficam para sempre como feridas que teimam em fechar... Enormes são as razões que justificam os meios... De mim mesmo... De nós... De todos nós... Desde sempre e para todo o sempre...
Letargia , desmazelo, esquecimento... Extensão imperiosa que consome as entranhas... As tuas e as minhas... Solidão imaginária... Deserto real... Ruptura divina que corrompe quem quer... Sonho destruído... Morte, retardo... Fardo que carrego ou doce amargo... Dor que aumenta... Farsa que alimenta... Tormenta, tormenta... Aumento para trás... Abelhudice... Sacanagem... Achado... Puta que pariu...
Máxima força na balela que se põe... Jogo criativo e altamente desmedido... Entusiasmo maior que comove a racionalidade... Colosso assombroso e desmesurado... Milagre anormal de utilização banal... Maravilha que se sobrepõe à verdade... À nossa e a dos outros... Alegoria à realidade... Ditado da vida... Parábola... Morte do poeta... Acrescento... Encosto... Ilusão... Cegueira alucinante que embebeda os sentidos... Mutismo do carácter e surdez teleguiada... Fidelidade conspurcada... Confidência de amigos... Revelação imprópria... Segredo...
5-7-08
Passo normal que abusa do chão por onde passa… Boca que ri mas que chora… Sobressalto dos membros que se agitam para lá das forças que se avizinham… Gota de orvalho que sobra e que escorre dos olhos de alguém que se mexe… Na presença e na ausência… Num abraço ou numa cuspidela…
1-5-08
Mostra caduca… Rebenta sempre que alguém sai… Aparece de novo aos olhos de quem procura uma saída fácil… Um sorriso suave de aconchego… Como um doce que se tira às crianças… Numa lágrima que desceu e já não volta…
. Ás armas
. xica
. A todas as vítimas de um ...
. Malacuecos, sonhos e fart...
. Adivinha
. Mutismo
. Nevoeiro
. Amor
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| Hicham Aboutaam |